quarta-feira, 20 de agosto de 2003

Será que meu filho vai ser assim?

Olhaí, o monstro-de-três-cabeças funcionando de novo! Hoje, Flá e Vivi publicaram, sem que uma soubesse da outra, listas com os dez-mais-alguma-coisa do cinema. E eu, na tradicional saideira, já tinha planejado um texto também com dez-mais.

Depois de conhecer os bichos mais bacanas das telas, com Vivi, e os empregados mais sensacionais, com Flá, é hora de relembrar as dez criancinhas mais cativantes, fofas, independentes e um pouco assustadoras do mundo do cinema.

Preparado? Então, faça de conta que tem uma bolinha saltitante sobre as letrinhas aí debaixo, agarre um boné ou uma melissinha, passe a mão num saco de balas Juquinha e conheça os seguidores da tradição de Shirley Temple mais fofuchos (ou nem tanto) dos filmes.

10. Molly, de “Corina – Uma Babá Perfeita”
Depois de ficar órfã de mãe, Molly (Tina Majorino) decidiu não mais abrir a boca. Mas com a babá interpretada por Whoopi Goldberg, a menininha não resistiu: voltou a falar e até ensinou sua desolada avó a cantar.

9. O garoto, de “O Garoto”
Sensível até dizer chega, o filme em que Carlitos divide a tela com o personagem de Jackie Coogan arranca lágrimas dos mais duros coraçõezinhos. Uma prova de que nem só de Shirley Temple vivia o universo dos atores infantis dos primórdios do cinema – Coogan veio antes da cachinhos dourados da telona.

8. Jim, de “O Império do Sol”
E não é que o doce e desprotegido garoto (Christian Bale) que se perdeu dos pais durante a guerra cresceu e virou o “Psicopata Americano”? Também, depois de comer o pão que o diabo amassou perdido na China, até eu...

7. Cole, de “O Sexto Sentido”
Precoce, Haley Joel Osment viu pessoas mortas e foi indicado ao Oscar por sua atuação nesse assustador filme-e-pegadinha de M. Night Shyamalan. Ele se comportou como adulto nas entrevistas, mas ao perder a estatueta para Michael Caine, não agüentou e fez beicinho – como convém à idade. Ainda bem.

6. Boo, de “Monstros S.A.”
Tá bom, ela é um desenho, mas o que posso fazer? Fofa até o último fio de cabelo (espetacularmente produzido pela animação da Pixar), a garotinha atravessou o portal para o mundo dos monstros e, além de inverter os papéis e assustar as criaturas, ainda criou uma série de problemas para o bonachão Sully e o vaidoso Mike.

5. Danny, de “O Iluminado”
Danny (Danny Lloyd) conversava com seu próprio dedo fura-bolos, que lhe contava coisas macabras que estavam por acontecer. Também, sendo filho do Jack Nicholson, não dava para esperar uma criança normal. Fora que ele também foi abordado pelas gêmeas macabras testudas – e mortas. Há que se dar um desconto...

4. Bo, de “Sinais”
“Tem um monstro no meu quarto. Pode me dar um copo d’água?” Com essa frase, Bo (Abigail Breslin) ganhou meu coração. A menininha tinha sérios problemas com água e só bebia o líquido de copos que, segundo ela, não estavam contaminados. Detalhe: um pozinho era suficiente para a pequerrucha descartar o copo todo.

3. Lilo, de “Lilo e Stitch”
A petiz havaiana era órfã, acreditava que um peixe controlava o clima e ia, religiosamente toda semana, alimentá-lo. Com sanduíches de pasta de amendoim! Fora que Lilo tinha uma boneca horrenda feita por ela mesma, colecionava fotos de turistas gorduchos e branquelos e era fã do Elvis. Precisa mais?

2. Ben, de “Lado a Lado”
Liam Aiken era o filho de Susan Sarandon e Ed Harris nesse drama simpático, um daqueles filmes que, se pego passando, não consigo mudar de canal, apesar de já ter assistido umas cinqüenta mil vezes. O bacana de Ben é que ele queria ser mágico, e passava boa parte do tempo treinando para tal, desenvolvendo, inclusive, telepatia – com a ajuda condescendente da supermãe.

1. Ray, de “Jerry Maguire – A Grande Virada”
Se Jonathan Lipnicki não é o menino mais fofo do mundo, então eu não sei mais o que é fofura. Aqui ele apronta todas: faz um campeonato de perguntas com Tom Cruise, se pendura entre Renée Zellweger e Tom e promete ao protagonista boca-suja que não vai contar à sua mãe que ele falou “a palavra de quatro letras”, desde que Jerry também não revele que o moleque acordou e levantou no meio da noite. Quando eu crescer, quero ser que nem ele – Ray, é claro, e não Jerry.


Clara McFly às 07:36 PM

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No cinema
Pipoca, telona, escurinho e
celular tocando em hora errada.
No dia-a-dia
Fatos bizarros, comentários
inúteis e notas estranhas.
Na estante
Páginas, ilustrações, escritores
e traças, muitas traças.
No passado
Brinquedos, escola, casa
da avó e saudades disso tudo.
No som
Verso, vinil, vitrola, voz
e gente boa ou ruim de rima.
Na TV
Bombril na ponta da antena
e o milagre que vem pelo cabo.



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