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Multidão que diz Ni Todo mundo conectado na Internet deve ter ouvido alguma coisa sobre a tal "flash mob", ou multidão-relâmpago. Uns malucos marcam encontros por e-mail e combinam previamente uma performance que deverá ser cumprida por quem topar aparecer, só pelo prazer da diversão instantânea e anônima. Faz sentido? Não. E é por isso mesmo que a gente adorou a idéia! O fenômeno teve início em Nova York, e a cidade norte-americana é o lugar onde as aparições públicas são mais engraçadas. Da última vez foram reunidas 300 pessoas em uma loja de brinquedos famosa pelo dinossauro gigante que ruge (dinossauro ruge?). O combinado era ficar parado debaixo do T-Rex e, quando ele soltasse seu grito de guerra, todos deveriam acompanhá-lo. Depois, os integrantes do movimento batem em retirada, como se nada tivesse acontecido. A "flash mob" chegou a São Paulo nessa semana, e a ordem era a seguinte (copio aqui o e-mail enviado pelo organizador do evento): "Quarta-feira 13/8, às 12h40. Todos estão convocados a comparecer, nesta quarta, ao semáforo da Avenida Paulista com a Augusta (tanto faz se do lado do Banco Safra ou do Conjunto Nacional). Tão logo o relógio do canteiro central marcar 12h40, e assim que o farol ficar verde, acontecerá a primeira flash mob no Brasil: todos atravessarão a avenida e, no meio dela, deverão retirar o calçado do pé direito, bater o solado (como se quisesse tirar areia de dentro), recolocar e terminar de atravessar. Maiores informações em nomestranho@hotmail.com." Então. O negócio é que este site marcou bobeira e não participou da festa. Tá, ficamos com vergonha de sermos os três únicos seres tirando os sapatinhos. Mas superamos isso - e fica aqui o apelo para nos convidarem do próxima vez. E como somos intrometidas, deixamos meia dúzia de sugestões para uma multidão-relâmpago à lá Garotas. Quem topar, bota o dedo aqui que já vai fechar... 1) Soltar pirocópteros de cima de um prédio pré-determinado e dar tchauzinho para eles; 2) Atravessar a rua (Paulista?) e, no meio, colocar óculos escuros e falar "oh, yeah", como a música-tema de "Curtindo a Vida Adoidado"; 3) Ir até o orelhão gigante de Itu e gritar a) "Não dia alô, diga alô Chrystinna" ou b) "ET, telefone, minha casa"; 4) Encontrar-se no laguinho do Parque do Ibirapuera, sentar na margem e abir, cada participante, um pacote de Ebicen de camarão ao mesmo tempo; 5) Ir até a porta da casa do Silvio Santos e falar em coro "A pipa do vovô não sobe mais"; 6) Atravessar a rua (Paulista, de novo?) imitando galopes de cavalos inexistentes. O grito de guerra? "Ni!", lógico... É esperar outro maluco sem nome marcar dia e hora - mas essas três garotas não garantem comparecimento. Olha a vergonha chegando de novo! Vivi Griswold às 10:08 AM |
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