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Musiquinha pra ficar tristinha Fico pensando: quantas crianças será que a Xuxa e a Simony mandaram para o psiquiatra por conta de depressão profunda? Devem ter sido várias. Eu fui séria candidata, porque quase desidratei de chorar a cada vez que ouvi tocar “Ursinho Pimpão” e “Meu Cãozinho Xuxo”... Lembram? Eu ajudo, mas vocês têm que prometer não inundar o teclado com lágrimas nem ligar pra mamãe em prantos, ok? “Meu cãozinho Xuxo, “Vem meu ursinho querido Qual a utilidade pedagógica de criar músicas funestas assim, me expliquem! A primeira tem a pachorra de falar sobre um cachorro moribundo (parece que o tal do Xuxo empacotou mesmo em 1995, uns anos depois da tal canção ser gravada). A segunda não é de temática tão triste mas... droga, eu era muito apegada em brinquedos, e imaginar o pobre do urso sendo arremessado no chão me deixava acabada. Claro que tudo isso era feito de caso ultrapensado. Ambas eram, se não me engano, a última faixa do Lado B dos discos onde foram gravadas. Quer dizer: a tonta criancinha pulava e cantava animada todas as músicas do LP. No final, escutava a canção-tragédia de fechamento, a felicidade virava pó e mamãe era obrigada a voltar o disco no começo, para acabar com o berreiro. Bom, pelo menos era o que acontecia comigo. Na verdade, depois que percebi o quanto “Ursinho Pimpão” e “Meu Cãozinho Xuxo” me deixavam na fossa, eu corria até a vitrola para segurar a agulha antes mesmo das duas se aproximarem. Não queria ouvir nem os primeiros acordes! E isso teve reflexo para toda a vida. Penso que nunca mais vou querer ter um cachorro, por puro medo dele morrer de doença grave e eu enlouquecer de tristeza. E tenho um bode imenso de urso de pelúcia. Vai que ele resolve revidar os maus tratos... |
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