quarta-feira, 13 de agosto de 2003

Comigo não, violão!

"Nunca diga dessa água não beberei", é o que diz o ditado popular. Bem, eu não acredito em todos os ditados populares. Só em alguns. Mas isso não importa… De qualquer maneira, há uma série de frases que, garanto, você nunca vai ouvir da minha boca. Quer saber quais são?

Olha só a lista aí debaixo. E mande para mim as que nunca sairão da SUA boca, caro leitor.

Assim poderemos monitorar uns aos outros no cumprimento dessas importantes promessas. Ok, não poderemos, e elas nem são tão importantes, mas quem sabe não rimos um pouco, hã?

Ôba, lá vem frente fria!
Não vejo graça nenhuma em virar picolé -- e qualquer quedinha na temperatura já faz com que eu me sinta um desses acepipes. Passo muito mal no inverno e, quando os termômetros marcam 25º C, já corro para pegar um casaquinho.

Me vê dois churros de catupiry?
Por razões óbvias, já explicadas em outra ocasião, essa é uma combinação de palavras que não sairá da minha boca enquanto o mundo for mundo. As variáveis "me vê este espetinho de camarão?" ou "vamos dividir um filé de peixe?" também valem.

Mas moço, eu PRECISO desses últimos ingressos para o show da Daniela Mercury!
Aliás, nem dos últimos, nem dos primeiros e nem de ingresso algum entre essas duas posições. E nem do primeiro álbum, ou do último, ou de ouvir a voz da cantora num raio de 30 quilômetros. Obrigada.

Ô, seo guarda, pega esse "cafezinho" e quebra essa, vá?
Sou absolutamente contra dar propinas, por princípio. Já fui pega pela polícia rodoviária com a carta vencida. Desavisada, entreguei meus documentos para o homem, que devolveu dizendo que teria de apreender meu carro, e coisa e tal, mas de repente a gente "podia resolver". Ignorei solenemente as aberturas do polícia. Depois de duas horas, ele me liberou. Mas eu teria pago a multa.

Deixa que eu lavo as verduras para a salada.
Se tem uma coisa que me deixa deprimida, além de ver o Afanásio Jazadji falando qualquer coisa na TV, é lavar verduras. Acho mortalmente entediante ficar esfregando as folhinhas e suas dobras milimétricas com os dedos, fora o risco que se corre de tocar numa larva gorducha ao melhor estilo "viscoso, mas gostoso" do "Rei Leão".

Clara McFly às 07:41 PM

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No cinema
Pipoca, telona, escurinho e
celular tocando em hora errada.
No dia-a-dia
Fatos bizarros, comentários
inúteis e notas estranhas.
Na estante
Páginas, ilustrações, escritores
e traças, muitas traças.
No passado
Brinquedos, escola, casa
da avó e saudades disso tudo.
No som
Verso, vinil, vitrola, voz
e gente boa ou ruim de rima.
Na TV
Bombril na ponta da antena
e o milagre que vem pelo cabo.



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