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Ele não é o Messias Que filme poderia ser lançado na Suécia com uma campanha de marketing baseada no slogan "Um filme tão engraçado que foi banido na Noruega!"? Que filme poderia ter seis malucos interpretando cerca de 40 personagens? E que filme poderia ter feito o ex-beatle George Harrison criar uma produtora só para bancá-lo, pois achava que essa seria sua única chance de ver outra produção da insana trupe que assinou o projeto? A resposta para todas as perguntas acima, caro leitor (ou leitora), é uma só: “A Vida de Brian”, filme de 1979 assinado pelos nossos escancarados ídolos do grupo inglês de comédia Monty Python. Todo mundo sabe que queremos ser iguais a eles quando a gente crescer. Graham Chapman (que Brian o tenha), John Cleese, Terry Gilliam, Terry Jones, Eric Idle e Michael Palin ainda são, na nossa modesta opinião, os reis da comédia. A história gira em torno de Brian, um judeu que nasce na mesma noite que Jesus, na manjedoura vizinha. Depois do acontecimento fatídico, o pobre passa a vida tentando convencer as pessoas de que ele não é o Messias. Além disso, ele tem de lidar com Mandy, sua típica mãe judia, e com um grupo de revolucionários que querem libertação do domínio romano, mas que não são lá muito inteligentes. Hilário é pouco para descrever a experiência de assistir ao pouco mais de hora e meia dessa velha fita. O bom é que o filme é tão velho que, pelo menos na minha locadora, saiu de graça quando peguei outras três produções. Depois de unir o útil ao agradável, foi só recostar no sofá com um lencinho do lado (para secar as lágrimas de tanto rir), apertar o velho Play e curtir, assistindo a pérolas como essas: Rei Mago: Nós fomos trazidos por um estrela, senhora. Brian: Mãe, meu nariz é muito grande? Reg (líder do grupo que quer libertar a Judéia do domínio romano): Para se juntar à Frente do Povo da Judéia, você tem de realmente odiar os romanos. Brian: Vocês são todos indivíduos! Profeta: Haverão, nesses tempos, rumores de coisas que somem, e deverá haver uma grande confusão sobre onde os objetos realmente foram parar, e ninguém saberá de fato onde aquelas pequenas coisas com uma espécie de base trabalhada em ráfia e com uma haste estão. Nesses tempos, um amigo perderá o martelo de outro, e os jovens não saberão que fim levaram as coisas de seus pais, que seus pais deixaram ali logo na noite anterior, lá pelas oito. Em tempo: o lançamento de "A Vida de Brian" em DVD está previsto para a metade final desse ano. A gente se vê na fila da pré-venda... |
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