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Verduras, desenhos de baixo calão e dinheiro sujo Como bem observou Flá Wonka, o cinema nacional pode dar uns tropicos, mas segue muito bem, obrigada. Nossa geração assistiu a virada da produção cinematográfica brasileira dos filmes que sempre preenchiam alguma faixa de programação erótica da TV (tipo a finada “Sala Especial”) para películas indicadas nos melhores festivais internacionais (e eu não me refiro ao Oscar, mas sim ao Festival de Berlim). Nessa era do chamado "renascimento" da sétima arte por aqui, convém não esquecer do passado, quando algumas produções nacionais não contavam com muita grana -- tampouco com um texto muito bom -- para manter a indústria do cine em funcionamento. E é com orgulho que eu, moradora da cidade que abriga a outrora chamada Hollywood Brasileira (não sacou? É a Vera Cruz, pô! Eu moro em São Bernardo), apresento as mais fantásticas, bizarras e sujas frases dos filmes nacionais, pré-“Carlota Joaquina”. Direto do planalto de Piratininga... 5. – Só toca em mim casando! Só casando! - Darlene Glória para Paulo Porto, em “Toda Nudez Será Castigada”. 4. – Eu quero uma comissão nesse cabaço! - origem desconhecida. 3. – Pega esse dinheiro “sucho” e enfia no “rapo” - Betty Faria em “Lili Carabina” 2. Quem desenhou caralhinhos voadores na parede do banheiro? - Lima Duarte, em “Os Sete Gatinhos” 1. – Somos só eu, você e os hortifrutigranjeiros - Cláudio Cavalcanti em “Contos Eróticos”
Eu sei que minhas amiguinhas já disseram, mas eu gosto de fazer backing vocal: quem quiser nos ver em versão impressa, corra até a banca neste domingo ou cale-se para sempre. As Garotas Que Dizem Ni ganharam uma coluna na Época. Lá tem mais delírios e bobagens destas que vos escrevem, além de, pasmem!, uma foto nossa. Mas é só dessa vez que a gente vai revelar nossa identidade secreta, hein! Só acredita vendo? Então dá uma chegada no jornaleiro amanhã! |
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