quinta-feira, 12 de junho de 2003

Bem-me-quer, Mal-me-quer

As margaridas que se cuidem. Hoje é dia de pegar uma florzinha e começar a tirar pétala por pétala só para saber se ele (ou ela) está destinado ou não a ficar do nosso lado. Esse tipo de adivinhação de amor é muito antiga e inofensiva, mas outras simpatias que povoam o folclore popular nessa data podem beirar a insanidade. Para quem tem um par, ótimo. Para quem não tem, o Dia dos Namorados é a data certa para fazer mandingas!

Minha família sempre foi adepta da simpatia, fato que eu sempre achei divertidíssimo. Quando eu era criança e ficava na casa da minha avó, passava horas entretida com aqueles livrinhos toscos, feitos com papel jornal e uma capa sempre ilustrada desastrosamente, que continham magias das mais absurdas. Era mais engraçado do que qualquer almanaque de piadas!

Só não achava muita graça quando me enfiavam no rolo, mandando eu ir jogar uns embrulhos suspeitos no córrego lá perto (a tal água corrente, lembre-se). Sim, eu era "a virgem" - figura importantíssima de 11 entre 10 rituais desse tipo. Mas tudo bem, na época eu ganhei muito picolé por prestar tais favores um tanto vergonhosos.

Nos tempos da escola também participei de muitos joguinhos de adivinhações. Pudera, né? Quer época pior na vida em matéria de amor do que a droga do colégio? Porque a gente sempre se apaixonava pelo cara popular ou pela garota bonitona. E quanto mais inatingível, melhor.

Assim, passei muito do meu tempo fazendo aqueles joguinhos de contar letras dos nomes (meu e dele), ou pulando corda cantando o alfabeto até errar e descobrir como começaria o nome do meu futuro marido e outras besteiras do gênero.

Tinha ainda aquela célebre simpatia para ser feita entre hoje e amanhã (dia de Santo Antônio, pô!). O lance era escrever os pretendentes em pequenos pedaços de papel, dobrá-los todos da mesma forma e colocá-los em uma bacia (virgem, claro) com água. No dia seguinte, o papel que estivesse desenrolado seria o felizardo (ou a felizarda). Mas sempre me perguntei: e se não abrisse nenhum? E se abrissem todos? Ah, muito complicado.

Love is in the air

Hoje somos três garotas felizes ao lado de nossos respectivos namoridos. Mas claro que já passamos muitas datas desse tipo sozinhas, e conhecemos bem o que é sentir a atmosfera de paixão e não poder participar. Se você está numa situação dessas, vou fazer uma listinha para tentar animar. Espero conseguir, tenhamos fé.

5 vantagens de estar só no Dia dos Namorados

1) Não precisar se preocupar com presente
2) Não ter de disputar mesa de restaurante a tapa
3) Não perder tempo procurando uma flor inteira de última hora
4) Poder sair e procurar pretendentes
5) Poder se divertir com simpatias!

Vivi Griswold às 09:05 AM

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No cinema
Pipoca, telona, escurinho e
celular tocando em hora errada.
No dia-a-dia
Fatos bizarros, comentários
inúteis e notas estranhas.
Na estante
Páginas, ilustrações, escritores
e traças, muitas traças.
No passado
Brinquedos, escola, casa
da avó e saudades disso tudo.
No som
Verso, vinil, vitrola, voz
e gente boa ou ruim de rima.
Na TV
Bombril na ponta da antena
e o milagre que vem pelo cabo.



· Clara McFly
· Flá Wonka
· Vivi Griswold