quarta-feira, 11 de junho de 2003

Bom brincar com você

Não é segredo algum que aqui no Garotas costumamos celebrar aquela época em que a calça jeans chegava na altura do peito, era larga na perna e justa no calcanhar. Sim, os anos 80 nos marcaram pelo simples fato de que passamos nossa infância neles - e o que há de melhor na infância além de brinquedos? Se você respondeu "nada", prepare-se para voltar no tempo num ranking dos objetos de desejo mais adoráves daquela saudosa época.

Fazer a lista foi tarefa das mais fáceis: bastou vasculhar na minha memória por imagens de todos os aniversários, Natais e dias das crianças pelos quais passei. As brincadeiras com a turma da rua e o armário dos meus primos, repleto de tranqueiras maravilhosas prontas para me receber nas férias em Piracicaba (também conhecidas como os dias mais esperados, divertidos e bem aproveitados do ano).

Ah, e antes que cheguem e-mails furiosos na nossa caixa postal dizendo "cadê o Atari" e "o que diabos você fez com o Genius", vale ressaltar que, como a oferta é grande (e a saudade maior ainda), me concentrei apenas em brinquedos não-eletrônicos. Isso posto, a pergunta: você está pronto para brincar comigo?


10) Meu Querido Pônei
Leitora, se você foi criança nos anos 80, aposto um pirulito que pelo menos um desses cavalinhos coloridos enfeitava sua estante. Eles eram de plástico macio, tinham longas crinas e rabos que garantiam horas de ocupação com o pente que vinha junto. Na mesma categoria poderia citar os Ursinhos Carinhosos, mas daí seria muito bicho afeminado para uma lista só.

9) Turma da Moranguinho
Eu me lembro tanto das minhas bonequinhas perfumadas! A Moranguinho era a favorita, com seu cabelo ruivo e suas sardas, suas meias listradas e sua boina enfeitada por uma folha. E o cheirinho então? Também tinha o Limãozinho, a Cerejinha e a Bananinha, entre outras - e a diversão das crianças era pensar na Jaquinha, Tamarindinho e Frutinha do Condinho.

8) Tranformers
Mais legal que um brinquedo, só dois brinquedos. Os Transformers eram carrinhos, aviões e foguetes diferentes: era necessário apenas uma puxada aqui e acolá e eles se transformavam em robôs! Não é genial? Bem, naquela época achávamos que era. Mas a infância não é um tempo de cuidados, então o mecanismo quebrava e daí tínhamos algo como um caminhão com um braço.

7) Petutinho
Petutinho era o prêmio mais distribuído em todos os programas infantis da época! E olha que ele era apenas um urso de pelúcia. E um urso bem safado, duro como uma rocha, com recheio de bolinhas de isopor e língua de feltro à mostra! Meu primo, aquele de Piracicaba, até chorou quando se desfez do Petutinho dele, caolho e imundo. Mas não espalha que eu levo bronca.

6) Pula Pirata
Como era gostoso viver numa época politicamente incorreta! Depois de me entupir com cigarrinhos de chocolate Pan, era hora de enfiar um monte de espada em um pobre pirata preso num barril, só pelo prazer de vê-lo pular! O brinquedo da Estrela foi o culpado por horas de entretenimento baseado em violência velada. Quem se importa? Era emocionante!

5) Lango-Lango
O Lango-Lango era um fantoche boxeador que continha um mecanismo acionado quando a criança enfiava a mão nele, capaz de fazê-lo mexer como se estivesse distribuindo socos. O máximo da diversão consistia em achar um amiguinho com outo Lango-Lango e dar partida em uma luta-livre de fantoches. Ok, a gente era muito inocente.

4) Geleca
Não me lembro ao certo se o nome disso era Geleca, então vou descrever a invenção escatológica. Era uma coisa gelada e fedida, tão molenga que, se colocássemos na mão, escorria entre os dedos. Ela vinha num potinho e era vendida em diversas cores. Claro que adorávamos forjar um espirro e fazer aquilo escorrer do nariz! O problema é que grudava no cabelo.

3) Traço Mágico
Outro dia vi uma reportagem sobre um cara que faz arte com o Traço Mágico. Tive até uma invejinha dele, pois no meu brinquedo só conseguia desenhar homens de palitinho e uma casa bem torta. Mas tudo bem, porque a melhor parte era chacoalhar o retângulo vermelho para apagar os rabiscos. Daí os botões quebraram de vez e eu fiquei chupando o dedo.

2) Aquaplay
As mãs têm muito o que agradecer ao Aquaplay! Era como um videogame, mas em vez de movido por energia elétrica, bastava enchê-lo com água da torneira. Assim, não precisávamos ouvir aquelas frase clássicas como "você acha que sou dona da Light" ou "desliga isso, você vai ficar com a vista cansada" e poderíamos brincar adoidado! Aquaplay rules.

1) Pogobol
Quem inventou o Pogobol deveria virar santo. Como algo tão simples poderia resultar num ícone de uma geração? O design era minimalista: pense no desenho do planeta saturno, com uma grande bola de borracha e um aro de plástico. Eu passava tanto tempo pulando no Pogobol que meus pés ficavam até ralados. Ai, alguém ainda tem um desses para me emprestar?

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Vivi Griswold às 08:26 AM

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No cinema
Pipoca, telona, escurinho e
celular tocando em hora errada.
No dia-a-dia
Fatos bizarros, comentários
inúteis e notas estranhas.
Na estante
Páginas, ilustrações, escritores
e traças, muitas traças.
No passado
Brinquedos, escola, casa
da avó e saudades disso tudo.
No som
Verso, vinil, vitrola, voz
e gente boa ou ruim de rima.
Na TV
Bombril na ponta da antena
e o milagre que vem pelo cabo.



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