quarta-feira, 4 de junho de 2003

Bad Hair Day

Quem me conhece sabe que não tenho apego algum com cabelo. Corto, repico, pinto e repinto sem dó algum. Simplesmente não entendo aquelas mulheres que fogem de cabeleireiros assim como eu fujo de dentistas. E que, quando os profissionais tiram mais que dois dedos do comprimento das madeixas, passam a noite chorando na pia. Ué, cabelo não é um bem renovável?

Minha mãe sempre me contou do trauma que tem porque a minha avó cortava seu cabelo no estilo joãozinho para não ter trabalho. Assim, ela faz parte daquele grupo "meu cabelo é o que eu sou" e que uma ida ao salão pode resultar em muita lágrima - fato que já presenciei algumas vezes.

Para mim, o trauma foi contrário. Já tive cabelo bem comprido, mas adoraria meter a tesoura nele. A tática foi encurtá-lo aos poucos para não chocar os parentes: primeiro cortei na altura do ombro; depois, passei anos com as pontas batendo no queixo. Agora picotei de vez e estou mais para Twiggy do que para Luma de Oliveira.

Sei que eu sou exceção à regra, que longos cachos costumam ser o bem mais precioso das garotas. E vejo isso pela quantidade de propagandas de produtos para cabelos que passam na TV diariamente. Não estou falando do simples xampu e condicionador, mas de geringonças à lá professor Pardal que prometem um visual de modelo em poucos segundos.

A onda agora é a tal Revo Styler, uma espécie de escova que, alimentada por pilhas, gira freneticamente para domar e alisar os fios mais rebeldes. Daí, na propaganda, aparece uma mulher com o cabelo mais horroroso do mundo: todo eriçado, seco e sem corte algum. Para ilustrar melhor o "antes", a modelo ainda faz bico de mal-humorada. Claro que é só usar a Revo Styler para ela ficar linda e feliz. Ah, tá.

Fico imaginando quem cai nesse conto do vigário. Porque a escova "mágica" custa 400 reais (mas pode ser encontrada em versão “genérica” a 30 paus nos coreanos da Promocenter). Fora que eu já vi uma menina testando-a e o negócio dá uns trancos que podem fazer a Gisele Bunchen virar Sineád O'Connor em pouco tempo. Mas isso a Polishop esconde.

Invejinha

Tá bom. Confesso que, como toda menina, também adoro dar uma espiadela nas cabeleiras dos outros. E se eu pudesse escolher a mais linda do show business, tinha de ser o patrimônio capilar da atriz Debra Messing, a Grace do seriado "Will & Grace". O que é aquela profusão de cachos ruivos perfeitamente alinhados? Resta-me saber que ela deve acordar um leão, enquanto meus pequenos e pobrinhos fios permanecem em ordem...

debra.gif
Olhar não arranca pedaço, quer dizer, fios

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LEMBRETE! Eu (e meu cabelo joãozinho vermelho), Clara (e o cabelo quase-joãozinho quase-loiro dela) e Flá (e suas madeixas negras) estaremos hoje, logo mais, às 19h, no chat do IG Papo. Apareça por lá para saber inclusive qual a marca de xampu que usamos!

Vivi Griswold às 08:38 AM

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No cinema
Pipoca, telona, escurinho e
celular tocando em hora errada.
No dia-a-dia
Fatos bizarros, comentários
inúteis e notas estranhas.
Na estante
Páginas, ilustrações, escritores
e traças, muitas traças.
No passado
Brinquedos, escola, casa
da avó e saudades disso tudo.
No som
Verso, vinil, vitrola, voz
e gente boa ou ruim de rima.
Na TV
Bombril na ponta da antena
e o milagre que vem pelo cabo.



· Clara McFly
· Flá Wonka
· Vivi Griswold