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Venha djavanear você também "Pétala de bem-me-quer/ Fogo no mar que bate em mim. Se vem do amor, bem-me-quer/ eu digo e digo sim." Compus a letra acima há 60 segundos. Mas vai dizer que não dá para pensar é que uma canção do Djavan? Bom, nem precisava, mas eu faço questão de lembrar que esse foi o homem que criou a intangível "Açaí, guardiã/ Zum de besouro, um imã/ Branca é a tez da manhã". Mas se engana quem pensa que alguém aqui vai malhar a composição do moço dos dreadlocks! Se não fosse esse rapaz, a MPB não teria metade da graça. Basta lembrar de uma entre as muitas myshearded lyrics que surgiram com músicas do sujeito para ver como ele já rendeu ótimos momentos de gargalhadas: um dos meus amigos cantava "Ao sair do avião", em vez de "Açaí, guardiã", por exemplo. E não é que a música continua fazendo o mesmo tanto de sentido com a mudança de letra? Sensacional! Djavan é gênio. Outro de seus maiores sucessos é "Oceano". Tocou 7.543 vezes na época da novela "Top Model", tá lembrado? "Amar é um deserto e seus temores/ Vida que vai na sela dessas dores/ Não sabe voltar, me dá teu calor". Poesia, gente, pura poesia. E também nessa última o mau entendimento funciona 100%: outro dos meus colegas ouvia perfeitamente "Amarelo deserto e benzedores". O erro estava lá, mas mesmo assim a letra não perdia a classe. Nem a graça. Djavan é o rei ou não é? Claro que é, ora... Aposto que ele já fazia tudo isso de caso pensado. |
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