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Manda-chuva? Só se for o gato Não sei se estou imbuída pelo espírito de 115 anos que a Abolição da Escravatura completa hoje, mas deu uma vontade enorme de escrever sobre os meus chefes. E de como eu azucrinaria a vida deles se as artimanhas de desenhos animados existissem na vida real. Ultimamente esses mortos-vivos andam me torturando além da conta. Sempre foi assim, mas nos últimos tempos nossa relação ficou problemática como uma perseguição entre Tom e Jerry - sim, eu sou o Tom, o que toma na cabeça. Isso posto, acompanhe comigo como seria perfeito se fosse possível: - Se a cada vez que eu escuto "eu preciso que você me entregue o trabalho em dez minutos" uma bigorna caísse do teto, eu seria uma proletária feliz; - Quando eles me pedem favores (e para ontem), eu poderia dizer que sim, como não, e depois lhes apertar as mãos com aqueles dispositivos de choque elétrico; - A técnica de transformar as pernas em turbinas e disparar pela porta de saída quando eles me mandam ficar terminando tarefas de noite seria uma dádiva; - Botar uma banana de dinamite na boca dos caras e acender o pavilzinho resolveria bem o impasse quando eles desatam a encher minha paciência por causa de horário; - Como seria ótimo tirar da mochila um porrete ou uma bazuca quando recebo meu cheque mensal... Tenho certeza de que, assim, a conta ia ser refeita; - Quando os insultos pessoais voam pela redação onde trabalho como mísseis teleguiados, o bom seria pregar um alvo no traseiro de cada um deles. Só assim para os "tiros verbais" irem parar no ponto certo...
Ah, se eu tivesse as perninhas do Papa-léguas... |
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