terça-feira, 12 de agosto de 2003

Medo, medo, medo, medo!

Tudo, no cinema, fica potencializado. O beiço da Angelina Jolie, a competência do Al Pacino, a cara de mandioca do Tom Cruise... todas essas coisas ganham uma turbinada quando vistas na telona localizada na sala escura. Por isso que ver filme de terror no cinema me dá taquicardia.

Sabendo que existem milhares de pessoas como eu, aquela gente da produção usa e abusa das táticas de guerrilha: closes, sustos, portas rangedoras, brinquedos inocentes que viram máquinas de matar. E a música, então? Meus joelhos batem só de pensar em “Psicose”.

Alguns deles garantem requintes de crueldade – pelo menos pra mim. A pergunta do amado leitor deve ser: “Então, Flá, querida anta, por que você continua assistindo essas coisas que depois passarão dias perturbando seus sonhos doces?”. Acontece que eu adoro passar medo.

Tenho até uma blusa especial para levar em filmes de terror/suspense! Assim que o clima começa a arrepiar na tela, eu apanho a pretinha de gola rolê e acomodo na metade de baixo do rosto, cobrindo queixo, boca e nariz. E quando o bicho pega de vez, daí é só suspender a tal até cobrir os olhos. Bom, em alguns casos preciso cobrir a cabeça toda e ainda gritar um pouco. Daí é terror do bom mesmo!

Alguns filmes me fizeram esgarçar a pobre blusinha. Conto abaixo quais são sabendo que vocês vão compreender. E, para o caso de não ficar claro, terror e suspense são farinha do mesmo saco para essa garota aqui. Ninguém precisa mostrar córregos de sangue para me assustar...

As quatro cenas que me fazem semi-desmaiar

4) O giro de cabeça de “O Exorcista”
Se eu fosse irmã da Linda Blair, a garota que encarnou (ou desencarnou) Reagan Teresa, nunca mais ia conseguir dar um abraço de Feliz Natal. Tenho certeza que a cada vez que essa mulher se olha no espelho, tem um arrepio de pavor pensando se seu crânio vai dar um rodopio completo, significando que o demo tomou conta. Vá de retro!

3) As crianças no armário em “Os Outros”
Não há esguichos de sangue nem monstros cobertos de escamas nesse filme. Não há homens munidos com moto-serras nem invasores de corpos. Ainda assim eu fico pálida e gélida em várias partes. Aquela em que as crianças são colocadas no armário pela mãe e começam a achar que Victor, o “menininho morto”, também está lá dentro é toda negra, só feita de som, mas é tão aterrorizante que... pronto, gelei de novo.

2) A barraca de “O Sexto Sentido”
O filme todo quase me fez perder a sensibilidade na coluna vertebral para sempre. Mas a cena da barraca do garotinho, quando as “vocês sabem quem” começam a soltar os pregadores e balançar tudo, me matam. Já assisti essa obra-prima mais de dez vezes, mas ainda tenho que tapar os olhos na maldita cena da barraca.

1) Qualquer uma de “O Iluminado”
Quando eu vi essa fita pela primeira vez, por volta dos 12 anos, numa noite fria, na casa de uma amiguinha, quase surtei. Tive que voltar para casa correndo por dois quarteirões (que mais pareceram a distância daqui até Plutão). Talvez tenha sido o Johnny com o machado... Talvez tenham sido as gêmeas convidando para brincar... Talvez tenha sido aquilo tudo junto, diabo!

Fla Wonka às 03:16 PM

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No cinema
Pipoca, telona, escurinho e
celular tocando em hora errada.
No dia-a-dia
Fatos bizarros, comentários
inúteis e notas estranhas.
Na estante
Páginas, ilustrações, escritores
e traças, muitas traças.
No passado
Brinquedos, escola, casa
da avó e saudades disso tudo.
No som
Verso, vinil, vitrola, voz
e gente boa ou ruim de rima.
Na TV
Bombril na ponta da antena
e o milagre que vem pelo cabo.



· Clara McFly
· Flá Wonka
· Vivi Griswold