segunda-feira, 11 de agosto de 2003

Não podia dar certo… mas deu

Eu seria capaz de desfiar uma extensa lista de idéias ruins tidas não só pela Humanidade no geral, como também por minha pequena pessoa.

Entre as piores idéias da Humanidade, figuram a invenção do picles e do catupiry, os sabonetes líquidos de banheiro público e a colocação de tão poucos botes salva-vidas no Titanic -- alguém não mais brilhante que o inventor do picles havia cantado a idéia de que o tal navio era insubmergível.

Entre as minhas, estão a opção pela faculdade de Jornalismo ao invés de Letras, os planejamentos de fazer viagens bate-e-volta para a praia e a mania de desligar o despertador no primeiro toque -- o que causa constantes atrasos em meus compromissos matutinos.

Mas algumas idéias realmente ruins podem acabar sendo produtivas, especialmente no mundo musical. Duvida? Então olha só.

Você faria uma música para…

… um traficante?
Pois Jorge Benjor, na época em que ainda respondia por Ben, escreveu a clássica "Charles Anjo 45".

… a mulher do seu melhor amigo?
Eric Clapton escreveu "Layla" para Patti Boyd, que à época era casada com seu camaradinha George Harrison. Se deu certo? Bem, Eric ganhou a garota. Precisa mais?

… o professor para quem você estava "disponível" aos 11 anos de idade?
Bem, dona Kelly Chave teve a moral. E a música "Baba, Baby" lançou a moçoila ao mainstream, onde ela ainda permanece -- provavelmente por pouco tempo, mas permanece.

… o contato das partes íntimas do corpo com um banquinho de bicicleta?
O Raimundos sacou de "Selim" no seu primeiro álbum e virou hit nacional. E o pior é que essa era a música mais fraquinha (mas não menos bem-humorada) do début da banda.

… um tórrido caso que você teve com o filho do pastor?
Dusty Springfield cantou "Son of a Preacherman" contando detalhes quentes da história -- que suponho ser imaginária, mas ainda assim válida. A música ficou famosa quando o enfant terrible Quentin Tarantino tirou o pó de sua coleção de discos para compor a trilha do bacana "Pulp Fiction".

Clara McFly às 07:30 PM

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No cinema
Pipoca, telona, escurinho e
celular tocando em hora errada.
No dia-a-dia
Fatos bizarros, comentários
inúteis e notas estranhas.
Na estante
Páginas, ilustrações, escritores
e traças, muitas traças.
No passado
Brinquedos, escola, casa
da avó e saudades disso tudo.
No som
Verso, vinil, vitrola, voz
e gente boa ou ruim de rima.
Na TV
Bombril na ponta da antena
e o milagre que vem pelo cabo.



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