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Gente indecente "Criança" e "espontaneidade" são substantivos que andam de mãos dadas. Para o azar dos adultos, alguns pequenos gostam de fazer coisas que, digamos, não são apropriadas - pelo menos não em público. Todo mundo que já passou pela infância com uma certa liberdade deve ter histórias sobre atos vergonhosos que teimavam em protagonizar, tanto para se divertir quanto para aterrorizar os pais (era sem querer). Eu tenho várias. Mas não vou falar sobre as minhas agora, e sim revelar segredos de alguns conhecidos. É em nome da pesquisa científica! Tá, não é. Mesmo assim, lá vai! Criança não tem senso algum sobre moda, certo? Nossa estimada Flá Wonka, por exemplo, teimava em querer passear ostentando uma... touca de banho! Ela já revelou esse seu lado estilista aqui no Garotas. Outra peripécia da porção morena deste site era fazer cena para comparecer a casamentos usando seu par de kichute. Lembro-me quando uma prima distante chorou até a mãe fazer sua vontade, que era amarrar o tradicional rabo-de-cavalo, só que na parte superior, logo acima da testa. De modo que, quando ela saiu na rua, a menina não conseguia ver muita coisa (o cabelo cobria o rosto, lógico) e todos olhavam para ela, provavelmente achando um absurdo uma mãe submeter a criança àquela cena embaraçosa - quando era o oposto. Já uma amiga da escola, minutos antes de sua festa de aniversário, resolveu cortar os cachos. A mãe dela havia feito duas lindas tranças, com fita e tudo. Durante um segundo de distração, a estrupícia pegou a tesoura e cortou as duas no talo, bem rente à cabeça. Imagine o trabalhão dos pais em explicar o visual manicômio da filhota aos assustados convidados... Saindo do quesito fashion, existem ainda as crianças sem a noção básica de que pessoas ao redor estão ouvindo o que elas dizem. Sabe aquelas pestes que apontam para você no ônibus e falam bem alto sobre o seu penteado ou a sua roupa sem o menor pudor? Então. O exemplo clássico da minha família é o meu irmão, que nunca teve freios na língua. A melhor cena de todas aconteceu em uma loja. Ele estava no colo da minha mãe enquanto uma vendedora mostrava o produto e contava todas as vantagens da compra. De repente, encheu-se do falatório, tirou a chupeta da boca e soltou um "cala a boca, mulher!". Minha irmã, por sua vez, cantava a música do coelhinho (aquela famosa, conhece?) no meio do supermercado - e, se alguém mais sábio pedisse para ela parar, a garota aumentava o volume! Eu? Ah, droga. Só algumas, para acabar: quando via algum japonês, puxava meus olhinhos com o dedo, na cara da pessoa; saía correndo atrás de criancinhas para beijá-las à força (e minha mãe tinha de explicar aos pais das vítimas que eu só queria fazer "carinho"); já quis comparecer a uma festinha da escola com o vestido-bolo de dama-de-honra que usei no casamento da minha prima; sempre adorei sair na rua em trajes caipiras - com chapéu de trança loira, sardas falsas e todo o resto. Chega, né? Vivi Griswold às 09:50 AM |
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