segunda-feira, 28 de julho de 2003

Gosto, não nego, escondo enquanto puder

Eu já falei de alguns dos meus vícios por aqui: telefilmes baseados em histórias reais, telejornalismo americano e cigarros (aparentemente o menos nocivo) são os principais.

Mas ainda faltou confessar minha paixão por seriados. Sim, eu sou fanática por séries. Assisto todas, de comédias bobinhas a dramas que mais parecem folhetins mexicanos.

Difícil eu não gostar de alguma, de tanto que me apraz esse estranho programa em que a história vai sendo entregue aos espectadores em conta-gotas -- e, no caso das comédias, com uma risada descaradamente artificial no fundo.

Dentre meus atuais favoritos, estão "Will & Grace", "My Wife and Kids" (ou "Eu, a Patroa e as Crianças", dependendo do canal) e "ER" (desde os tempos em que ela se chamava "Plantão Médico"). "Whose Line is It Anyway" nem entra na lista: é hors concours.

Ok, essa parte foi fácil. Agora vem a difícil: confessar as séries das quais me envergonho de gostar. Essa é mais uma para a série (sem trocadilhos) de limpeza de consciência que temos feito aqui no Garotas.

Assim, apresento a vocês a lista dos meus seriados estúpidos favoritos.

Para quando não tem ninguém em casa

5. Moonlighting (A Gata e o Rato)
Tá, era legal gostar da série com Bruce, Cybill e a senhorita Topisco quando ela era exibida pela Globo. Outro dia revi na Sony, percebi que não era tão legal quanto minha memória registrava, mas não consegui parar de assistir!

4. Blossom
A história da menina criada pelo pai que era músico, ao lado de um irmão com QI de ostra e outro ex-alcóolatra, tinha tudo para virar o maior dramalhão. Mas era adorável. Também conta pontos o fato da melhor amiga dela se chamar Six e sofrer de verborragia aguda. Ainda há tempo para mais uma confissãozinha? Eu tenho o tema de abertura em mp3!

3. Um Anjo Muito Doido (Teen Angel)
Só o nome já queima o filme de quem admite assistir… Steve aposta com seu melhor amigo Marty que ele não teria coragem de mandar para dentro um hambúrguer matusa, por assim dizer, que repousava debaixo da cama de um deles sabe-se lá há quantos dias. Marty topa a aposta, come o hambúrguer e morre. Mas vira anjo da guarda do amigo. E ganha um chefe que nada mais é que uma cabeçorra flutuando no céu. Genialmente boba, essa pérola passa no SBT.

2. Seventh Heaven (Sétimo Céu)
Para mim, esse era o nome de uma revista de fofocas e fotonovelas. Mas descobri que há mais bobagens entre o céu e a terra do que sonha nossa vã filosofia. A tal série retrata o cotidiano da família Camden. O pai é pastor protestante e a mãe dona-de-casa, e os dois lidam com a criação de sete pimpolhos. Tudo é perfeito, feliz e um tanto quanto babaca, mas eu não consigo desgrudar o olho!

1. O Toque de um Anjo (Touched by an Angel)
Os anjos estão entre nós, pelo menos nessa série. Monica e Andrew são criaturinhas angelicais que, a cada episódio, recebem uma missão diferente para ajudar alguém. Eles então entram na vida do infiel, disfarçados, e atentam para a importância de valores como generosidade, fé, respeito e otras cositas más. Quando o negócio complica, Tess, uma anja mais experiente interpretada pela cantora Della Reese, entra em cena, canta alguma coisa e tá beleza. O mais legal é que, quando os três revelam ser anjos, acende uma luz meio vermelha em cima da cabeça deles. Demais.

Clara McFly às 07:36 PM

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No cinema
Pipoca, telona, escurinho e
celular tocando em hora errada.
No dia-a-dia
Fatos bizarros, comentários
inúteis e notas estranhas.
Na estante
Páginas, ilustrações, escritores
e traças, muitas traças.
No passado
Brinquedos, escola, casa
da avó e saudades disso tudo.
No som
Verso, vinil, vitrola, voz
e gente boa ou ruim de rima.
Na TV
Bombril na ponta da antena
e o milagre que vem pelo cabo.



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