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Bate na madeira três vezes Era uma vez um homem pobre e desempregado que morava num trailer. Certo dia, ao passar por uma lotérica, decidiu gastar as únicas moedas em seu bolso e comprou uma raspadinha. Ganhou na hora um carrão avaliado em alguns milhares de dólares. Um repórter local quis cobrir a história e sugeriu que o homem fosse até a mesma lotérica e pegasse uma outra raspadinha para gravar umas imagens e ilustrar a matéria. E não é que o segundo bilhete também estava premiado? Parece conto da carochinha, mas não é. Esse episódio inacreditável aconteceu nos Estados Unidos (tinha que ser naquela terra) e o homem, cujo nome não me recordo, ficou conhecido como "o maior sortudo do planeta". Depois de assistir ao programa que narrou os fatos, passei alguns segundos pensando como uma coisa assim não acontece comigo - nem com os outros 99,9% da população mundial. Dizem que é sorte. E eu não tenho muita não. Quer dizer, sou sortuda por ter amigos sensacionais, um namorido maravilhoso, uma família bacana e gatos fofos me rodeando, além dos três DVDs do Monty Python, da máquina de fazer milk-shake e do Garotas, lógico. Realmente não preciso de muito mais na vida. Mas uma megasena acumulada não faria mal algum, não é verdade? E é desse tipo de sorte que estou falando. Quando finalmente encontrei um palito de sorvete premiado e quase caí no chão de tanta alegria, descobri que era mais difícil NÃO ganhar - uma vez que a Kibon foi bem generosa na promoção daquele ano. Pena que só valia um outro picolé, e não alguns sacos de dinheiro em notas novinhas e passadas a ferro. Recentemente me enchi de esperança no sorteio de um carro que aconteceria num mercado pouco frequentado aqui perto de casa. Cada 20 reais em compra dava direito a um cupom. Minha mãe juntou uns 50 cupons, preencheu todos com letra caprichada, fez um mantra neles (minha mãe faz mantras), beijou um a um (ela diz que dá sorte) e colocou-os na urna num dia numerologicamente favorável. Mais tarde descobri que uma senhora ganhou o meu carro, e ela nem carta tinha. Mas o importante é ter saúde, né? Droga. Vivi Griswold às 09:45 AM |
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