quinta-feira, 24 de julho de 2003

Por um autêntico "Happy End"

Quando eu morrer (se isso tiver mesmo que acontecer um dia) tomara que seja do jeito que sonhei. Trajada com um elegante vestido preto que exalte meu olhar, vou sofrer um ataque cardíaco fulminante e indolor enquanto dou uma entrevista sobre como foi ter dirigido mais de 80 comédias hilárias. Sim, eu sou adepta dos finais felizes...

Eu acho de verdade que, se a gente vai ficar apertado na poltrona do cinema por duas horas, pelo menos que o filme assistido nos brinde com um final animador, esperançoso e agradável. De cruel, vil e frustrante já basta a vida, poxa!

Um dos que eu mais gosto é o de “Um Sonho de Liberdade”. Claro que eu não vou contar, porque sempre tem que não viu, mas basta dizer que esse é um caso clássico em que a gente sai do cinema achando que tudo é lindo, que há luz no fim do túnel, que mesmo que passemos 20 anos na cadeia sendo torturados e estuprados ainda tem jeito de ser feliz!

Alguns filmes precisariam, por exemplo, rever seus conceitos sobre o amor. Eu posso fazer isso por eles em três exemplos? Não vão ser lá os finais mais acachapantes da história da sétima arte, mas podem aquecer um ou outro coração enamorado!

O Casamento do Meu Melhor Amigo
Julianne era uma sacana mimada que só lembrou o quanto gostava do amigo Michael quando este resolveu casar? Verdade, mas isso não era motivo pra eles terem ficado separados! No meu final, a noiva Kimmy decidiria mudar de vida, viraria vedete e iria viver em Nova York com o divertido colega gay de Julianne, deixando o caminho livre para a ruiva ter um homem pra chamar de seu.

A Princesa e o Plebeu
A nobre Anya decide tomar as rédeas da vida na mais perfeita cidade do mundo, Roma. Não bastasse, ela encontra o amor nos braços de um jornalista pra lá de bacana e bonitão. Mas, no final... Ah, entende? Tem coisas que não são justas... Na minha visão ela largaria a coroa para trás e iria morar no conjugado de Joe Bradley, a melhor opção do mundo para qualquer princesinha.

X-Men
Tudo bem, os fãs de quadrinhos vão querer chutar o meu traseiro, mas eu sou menina e encaro as coisas assim bobamente mesmo. Wolverine e Jean Grey tinham que engatar um romance e pronto! Que tipo de garota insana ia preferir ficar com o pastel do Ciclope? Se eu tivesse o poder de decidir, ela daria um pé no moço do olhar a laser, fugiria com o Wolv e montaria uma escola para concorrer com a do Xavier. O filme sobre essa história seria o rentável blockbuster “X-Men do B”!

Fla Wonka às 12:36 PM

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No cinema
Pipoca, telona, escurinho e
celular tocando em hora errada.
No dia-a-dia
Fatos bizarros, comentários
inúteis e notas estranhas.
Na estante
Páginas, ilustrações, escritores
e traças, muitas traças.
No passado
Brinquedos, escola, casa
da avó e saudades disso tudo.
No som
Verso, vinil, vitrola, voz
e gente boa ou ruim de rima.
Na TV
Bombril na ponta da antena
e o milagre que vem pelo cabo.



· Clara McFly
· Flá Wonka
· Vivi Griswold