terça-feira, 22 de julho de 2003

Pedra, papel ou tesoura

Quando eu tinha 12 ou 13 anos, ganhei um Master System. O problema com esse videogame é que ele não é tão velho e tosco para virar cult, como o Atari, nem tão novo (não me diga!) e hi-tech como a família Playstation, que é usada hoje em dia.

Assim, o Master acabou caindo no limbo. Uma pena, viu? Porque eu adorava meu Master e me lembro de quão divertido eram seus jogos até hoje.

Para prestar uma homenagem às longas tardes de sábado que passei com o joystick numa mão e um saquinho de Confeti em outra, disputando rodadas com meu irmão lá em casa, aponto os quatro jogos mais legais do saudoso (pelo menos para mim, pôxa!) Master System.

4. Jogos de Verão
O mais legal é que tinha um juiz do surf que era muito mau-humorado e só dava notas horríveis. E como era difícil acertar no arremesso de frisbee!

3. Alex Kidd in Miracle World
Tá, esse podia nem ser tão legal, mas era o jogo da memória do meu console! Acabei tendo de gostar do bonequinho orelhudo que passava de fase tirando "jó-quen-pô"!

2. Castle of Ilusion
O Mickey podia destruir os inimigos dando bundadas neles. Isso é ou não é antológico? E aquele castelo da fase final me deixava nervosa.

1. Psycho Fox
Os caras que bolaram esse jogo deviam ter consumido todo o estoque de LSD da região. Uma raposa (que podia virar um macaco ou um rinoceronte) achava um "amiguinho" num ovo. Quebrada a casquinha, o "amiguinho" (duma espécie de identificação impossível) colava às suas costas e você podia matar os inimigos atirando o pobrezinho neles!

E o pior, na minha opinião, era o do Indiana Jones. Tinha só quatro fases e era chatíssimo, ao contrário do filme. Fechei no mesmo dia em que aluguei. Isso é que é jogo ruim!

Mesmo assim, era melhor me arriscar no controle do Master que tentar jogar o Playstation do meu amigo. Quando tentamos jogar Rugrats, eu encalhei o Tommy com a cabeça contra a parede e não conseguia mais mexê-lo. É muita tecnologia e muito botão para mim!

É nisso que dá ser uma garota criada nos anos 80...

Clara McFly às 04:39 PM

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No cinema
Pipoca, telona, escurinho e
celular tocando em hora errada.
No dia-a-dia
Fatos bizarros, comentários
inúteis e notas estranhas.
Na estante
Páginas, ilustrações, escritores
e traças, muitas traças.
No passado
Brinquedos, escola, casa
da avó e saudades disso tudo.
No som
Verso, vinil, vitrola, voz
e gente boa ou ruim de rima.
Na TV
Bombril na ponta da antena
e o milagre que vem pelo cabo.



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