segunda-feira, 21 de julho de 2003

Baixistas, esses tipos esquecidos

Quem disse que o mundo da música é um lugar justo para se viver? Se fosse, os baixistas não seriam essas figuras relegadas ao segundo plano, sempre tendo suas fotos borradas e seus nomes trocados.

É sempre assim: o cara que empunha a guitarra – e que costuma também ser “a voz” – vira ídolo, mas o pobrezinho do baixista fica atrás, servindo de cenário. E olha que muitas e muitas vezes, os baixistas são melhores músicos e mais apaixonados. E mais distraídos também.

Vai ver é por isso que eles ficam servindo de escada. O baixista é sempre o sujeito que fica ali, viajando no som da canção como se estivesse tocando na garagem de casa pra uma platéia de sobrinhos. Marketing não é o forte deles, tadinhos...

Vejo pelos meus prediletos. Eu não entendo nada de técnica musical, como já disse bastante, só sei do que gostam os meus ouvidos. E eles gostam muito de ouvir:

Nate Mendel – Foo Fighters
Olha que adoro o David Grohl, que é um showman e tanto. Mas o moço do baixo captura a minha atenção toda vez que tenho chance de ver essa banda. É magnetismo pessoal (que só deve funcionar comigo, ok).

Bi Ribeiro – Paralamas do Sucesso
É o meu músico brasileiro predileto desde a mais tenra adolescência. Como não sei separar as coisas, avalio não só o fato dele ser um ás do baixo, mas um cara absolutamente tranqüilo e desapegado da fama.

John Entwistle – The Who
Essa banda fala alto ao meu coração, e o John falava mais que todos, por incrível que pareça. Continua a ser um dos preferidos, mesmo morando “do lado de lá”. Ele é quem faz a diferença em “Who Are You”, vai ouvir.

Ben Orr – The Cars
Mais um que tem a capacidade de roubar a cena mesmo depois de morto. Eu sei, um monte de gente vai dizer que ele nem era tudo isso, e que projeção conquistada durante a New Wave não conta... Poxa, mas eu gosto tanto...

Meu irmão (mas vale também para aquele seu irmão, primo ou amigo baixista)
Porque ele é bom mesmo, porque tem bom gosto musical, porque continua tocando quando pode, mesmo tendo dois filhos para cuidar e um emprego sugador. E porque ele é meu irmão, lógico.

Fla Wonka às 02:07 PM

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No cinema
Pipoca, telona, escurinho e
celular tocando em hora errada.
No dia-a-dia
Fatos bizarros, comentários
inúteis e notas estranhas.
Na estante
Páginas, ilustrações, escritores
e traças, muitas traças.
No passado
Brinquedos, escola, casa
da avó e saudades disso tudo.
No som
Verso, vinil, vitrola, voz
e gente boa ou ruim de rima.
Na TV
Bombril na ponta da antena
e o milagre que vem pelo cabo.



· Clara McFly
· Flá Wonka
· Vivi Griswold