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É de comer? Tenho uma opinião bem particular sobre uma extensa série de assuntos. Só para citar um exemplo, como já disse outra vez por aqui, acho Claudinho & Buchecha mais bacana que Natiruts, e de longe. E também simpatizo com a Lacraia, aquele ser exoticíssimo que aparece rebolando ao lado do MC Serginho. Quem me conhece sabe de tudo isso e até aprendeu a relevar. Mas ainda tem uma coisa com a qual as pessoas não se conformam: eu não gosto de catupiry. E é gozado perceber como toda a gente arregala uns olhos deste tamanho quando a revelação desta minha preferência gastronômica vem à tona. "Como assim, você não gosta de catupiry? Gostar da Lacraia tudo bem, mas não gostar de catupiry é demais. Olha, preciso repensar nossa amizade", é só o que faltam dizer. Se fosse só isso, até seria perdoável. Mas aí as pessoas descobrem que eu também não gosto de churros. E pronto, é a morte. Outro dia, a caminho do mercado, topei com uma barraquinha da tal iguaria feita de um naco espichado de massa frita que vendia um exemplar de catupiry. Murphy vive: encontrei um churro de catupiry! Só podia ser mau presságio. A Catarina, minha lombriga ensinada, revirou na barriga. Senti náuseas e saí correndo. Olha que eu encaro (quase) qualquer coisa mastigável, sem frescura, mas aquilo era demais. Cruz credo. Sou mais um churrasco grego com suco grátis, a R$ 1,50 no Brás, do que churro de catupiry. |
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