segunda-feira, 7 de julho de 2003

Encontrando Nemo

Eu fui procurar o Nemo em uma sessão de domingo logo depois do almoço, e acabei encontrando o desenho mais bacana dos últimos tempos. Ele conseguiu um feito que eu achava impossível: desbancar "Toy Story" do ensolarado posto de "meu filme de animação favorito", coisa que nem os maravilhosos "Shrek" e "Monstros S.A." conseguiram fazer (mas chegaram perto).

Em duas horas de aventuras aquáticas, a Pixar - estúdio que assina a produção -, mostra a cada segundo que domina como ninguém todos os passes de magia do mundo da computação gráfica. O fundo do mar, cenário de 90% do filme, é incrivelmente verossímel.

Vi uma entrevista com o diretor Andrew Stanton onde ele dizia que o maior desafio era fazer o oceano parecer real, e não apenas um fundo azul cheio de anêmonas e corais. Outra procupação foi fazer os peixinhos terem expressões humanas, ainda que faltassem a eles pernas e braços. Acredite: conseguiram.

A história é fofa. Nemo é o único filhote sobrevivente de um ataque de barracuda, que ceifou ainda a vida da mãe dele. O pai, Marlin, se torna superprotetor do rebento - que ainda conta com uma barbatana menor que a outra - e não quer que ele frequente a escola com medo dos perigos do mar. Tentando provar ao pai que ele é capaz de se virar sozinho, Nemo é capturado por mergulhadores. Na busca pelo filho, Marlin encontra Dory, uma peixinha com perda de memória capaz de causar gargalhadas nos espectadores mais mal-humorados.

Como acontece com os outros desenhos, apesar do apelo de "Procurando Nemo" ser infantil, ele é definitivamente um filme para os adultos se deliciarem. Aposto um doce que as crianças não vão entender metade das piadas mais engraçadas da produção, como a reunião de auto-ajuda dos tubarões que, cansados do rótulo de vilão, tentam ficar "limpos" de peixes. É hilário!

Se você conhece um pouquinho de inglês, procure assistir a uma versão legendada. As vozes de Albert Brooks e de Ellen DeGeneres são imperdíveis, além do engraçado sotaque de surfista australiano das tartarugas marinhas que ajudam os personagens principais.

Vá correndo encontrar o Nemo e depois me conte como foi!

Vivi Griswold às 08:50 AM

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No cinema
Pipoca, telona, escurinho e
celular tocando em hora errada.
No dia-a-dia
Fatos bizarros, comentários
inúteis e notas estranhas.
Na estante
Páginas, ilustrações, escritores
e traças, muitas traças.
No passado
Brinquedos, escola, casa
da avó e saudades disso tudo.
No som
Verso, vinil, vitrola, voz
e gente boa ou ruim de rima.
Na TV
Bombril na ponta da antena
e o milagre que vem pelo cabo.



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